Terapia de Casal é para você?

Terapia de Casal

Casais podem ter problemas relacionados a relações extraconjugais,  ao divórcio (um deseja se separar e o outro cônjuge tem esperanças em resgatar a relação), a diferenças culturais e/ou transtornos mentais (depressão, ansiedade, uso de substâncias, ciúmes patológicos, amor patológico ou outros transtornos mentais) de um dos cônjuges.

Para que os casais obtenham a máxima satisfação de seus relacionamentos é necessário que se dê ênfase ao papel do comportamento positivo, cognições e emoções no funcionamento do relacionamento. 

Por vezes os relacionamentos são afetados por questões ambientais, por isto torna-se necessário, não apenas o comportamento individual de cada cônjuge, mas também para os sistemas familiares, influências da comunidade e circunstâncias de vida que podem afetar os relacionamentos dos clientes, como perda de emprego, uma morte na família, mudança de pais, nascimento de um filho ou mudanças nos hábitos diários (por exemplo, quando um dos cônjuges se aposenta).

A Terapia Cognitivo Comportamental ajudará os casais a compreender suas diferenças individuais, quaisquer questões pessoais não resolvidas, possível psicopatologia e necessidades individuais e familiares. 

A terapia cognitivo-comportamental do casal se desenvolveu a partir da confluência de três influências principais: 

  1. Terapia comportamental do casal, 

  2. Terapia cognitiva (TC),

  3. Pesquisa básica sobre processamento de informações no campo da Psicologia Cognitiva.

 O terapeuta investigará aspectos da relação do casal que são saudáveis/ funcionais e que sejam patológicos/ disfuncionais, para então elaborar um plano de tratamento personalizado para o casal. Alguns exemplos de aspectos avaliados sobre a percepção do casal acerca de seus relacionamentos afetivos (avaliação sobre consenso, satisfação, coesão e expressão) são:

  • Controle das finanças familiares;

  • Questões de lazer;

  • Questões religiosas;

  • Demonstração de afeto;

  • Amigos;

  • Relações sexuais;

  • Costumes (comportamento correto ou apropriado);

  • Filosofia de vida;

  • Modo de lidar com pais e sogros;

  • Metas, objetivos e coisas que acreditam ser importantes;

  • Quantidade de tempo gasto juntos;

  • Tomada de decisão de assuntos importantes;

  • Tarefas domésticas;

  • Interesses e atividades para lazer;

  • Decisões para carreira;

  • Frequência de discussões;

  • Tipos de comportamentos após uma briga (por ex: sair de casa);

  • Esperança em relação ao relacionamento;

  • Confiança entre o casal;

  • Arrependimento em relação a ter casado;

  • Frequência de brigas;

  • Frequência com que “se alfinetam”;

  • Frequência com que se beijam;

  • Frequência com que se dedicam a interesses sexuais juntos;

  • Frequência com que têm uma “troca de ideias” juntos;

  • Frequência com que riem juntos;

  • Frequência com que discutem calmamente;

  • Frequência com que trabalham juntos em um processo;

  • Diferença de opinião sobre a frequência de que um dos cônjuges está muito cansado para o sexo;

  • Diferença de opinião sobre a frequência de que um dos cônjuges demonstra amor.

  • Grau de felicidade no relacionamento;

  • O quanto desejam que a relação dê certo.

A terapia de casal tem especificidades em relação a estrutura do processo terapêutico, ao papel do terapeuta, a avaliação e planejamento do tratamento e ao estabelecimento de metas. Ao longo do tratamento podem ser utilizadas intervenções com foco na modificação de comportamentos desadaptativos, intervenções que tratam de cognições disfuncionais e intervenções focadas em regulação emocional.

Referências Bibliográficas:

Baucom, D. H., Epstein, N. B., LaTaillade, J. J., & Kirby, J. S. (2008). Cognitive-behavioral couple therapy. In A. S. Gurman (Ed.), Clinical handbook of couple therapy (p. 31–72). The Guilford Press.

Epstein, N. B., & Baucom, D. H. (2002). Enhanced cognitive-behavioral therapy for couples: A contextual approach. American Psychological Association. https://doi.org/10.1037/10481-000

Norman Epstein (1982) Cognitive therapy with couples, The American Journal of Family Therapy, 10:1, 5-16

Scorsolini-Comin, Fabio, & Santos, Manoel Antônio dos. (2011). Ajustamento diádico e satisfação conjugal: correlações entre os domínios de duas escalas de avaliação da conjugalidade. Psicologia: Reflexão e Crítica, 24(3), 467-475. https://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722011000300007

Spanier, G. B. (1976). Measuring dyadic adjustment: New scales for assessing quality of marriage and similar dyads. Journal of Marriage and the Family, 38(1), 15-28.